MÍDIA

As donas da festa
Quando minha filha nasceu, eu trabalhava com comunicação empresarial. Já estava insatisfeita e fui ficando mais ainda: meu sonho era ter mais tempo para curtir, levar na escola, almoçar em casa com a Nara. Como a minha filha e a da Mariana estudavam na mesma escola, fomos nos conhecendo, sobretudo nas festinhas infantis, sempre em bufês barulhentos. Saíamos dessas festas com a garganta doendo de tanto falar alto. A Mariana tinha trabalhado com TV, saído para ter filho e também estava em busca de outra coisa. Um dia, tivemos a ideia de criar um bufê diferente, com festas focadas na infância que tínhamos vivido, com personagens da cultura brasileira, como os do SÍTIO DO PICAPAU AMARELO, o Saci, o Boto. Sabíamos o que queríamos e não abrimos mão desse conceito. A cada ano, fazemos mais festas do que no ano anterior – e o bufê tem nove anos. Não permitimos brinquedos eletrônicos – aqui, o aniversariante convida os amigos para brincar e a gente ajuda. Eu não sabia que era empreendedora, exigiu esforço, mas confiei. Mariana tem uma habilidade enorme para se relacionar com as pessoas, e eu adoro lidar com organização. Minha vida é muito melhor hoje, e devo isso aos meus filhos, que abriram novos horizontes para mim. Graças a eles, encontrei um caminho de sucesso.
ÂNGELA
Nosso bufê existe porque eu me tornei mãe. Nunca imaginei que um dia trabalharia com isso, mas me trouxe muito prazer. Deu certo desde o primeiro dia! Na TV, eu fazia de tudo: reportagem, edição, produção de matérias. Aqui é preciso realizar todo um trabalho de produção também: tudo precisa estar perfeito para a hora da festa. Não é que seja leve: estamos aqui diariamente por muitas horas. Mesmo assim, a flexibilidade de horários permite que passemos mais tempo com nossos filhos.
ÂNGELA E MARIANA SÃO EMPRESÁRIAS, DONAS DO BUFÊ INFANTIL CASA TUPINIQUIM, EM SÃO PAULO
Revista Cláudia, maio de 2009



 

Bem brasileirinhos

Bufês infantis fogem de jogos eletrônicos
e apostam na cultura nacional para divertir

Por Juliana de Faria
Mario Rodrigues

Casa Tupiniquim: pesquisa de brincadeiras de rua no interior
Quando as empresárias Mariana Ramos e Ângela Soares eram convidadas para o aniversário dos colegas de suas filhas, elas já sabiam o que iriam encontrar: música alta, quitutes oleosos e falta de integração entre os adultos e os pimpolhos. "O que deveria ser divertimento virava chateação", lembra Mariana. Suas crianças sentiam o mesmo. "Jogos eletrônicos eram basicamente a única opção de entretenimento", diz Ângela. Foi aí que a dupla inaugurou o Casa Tupiniquim, na Vila Madalena, há sete anos. "Nossa proposta é resgatar a cultura brasileira e as brincadeiras de antigamente", explica Mariana.

O bufê, de 500 metros quadrados, é decorado com bonecos de personagens do folclore nacional, como a cuca e o saci. "Não temos nada contra a Disney", conta Angela. "Mas acho importante ressaltar nossas tradições e passá-las para nossos filhos." No local, há salão de teatro com fantasias para os pequenos, quarto de brinquedos e livros, um labirinto e estrutura para arvorismo e tirolesa. "Nada fica amontoado", diz Ângela. "Ainda sobra espaço para a criançada correr à vontade." O mais legal fica por conta das atividades propostas pelos monitores – são brincadeiras de rua pesquisadas em cidades do interior de São Paulo.

A trilha sonora e o cardápio também fogem do tradicional. Das caixas de som saem vozes da MPB como Toquinho, Vinicius de Moraes e Adriana Calcanhotto. "E nada de volume nas alturas", afirma Ângela. Para petiscar, junto com a conhecida coxinha de festa, são servidos sucos naturais, cocada, tapioca, cuscuz de camarão, caldinho de feijão... A proposta parece que foi bem-aceita pelos pais. "Assim como nós, muitos não gostavam dos bufês de sempre", diz Mariana.

(...)

Satisfeitas com o sucesso da fórmula, as empresárias da precursora Casa Tupiniquim criaram um local nesse estilo para adolescentes e adultos. No sábado passado, a dupla abriu o Oca Tupiniquim, também na Vila Madalena. "Depois de realizarmos um punhado de festas para jovens e até dois casamentos, decidimos inaugurar um espaço só para esse público", diz Ângela. A temática brasileira continua em alta. Nos ambientes abertos foram colocadas uma bananeira, uma palmeira e uma mangueira. O cardápio fica por conta de Elenice Altman, responsável pela cozinha do Genésio, boteco do bairro, e traz especialidades como risoto de carne-seca com abóbora e polenta de colher. Para dançar, o DJ aposta em samba-rock.

Vejinha, 05.07.2007



 

Satisfeitas com o sucesso da fórmula, as empresárias da precursora Casa Tupiniquim criaram um local nesse estilo para adolescentes e adultos. No sábado passado, a dupla abriu o Oca Tupiniquim, também na Vila Madalena. "Depois de realizarmos um punhado de festas para jovens e até dois casamentos, decidimos inaugurar um espaço só para esse público", diz Ângela. A temática brasileira continua em alta. Nos ambientes abertos foram colocadas uma bananeira, uma palmeira e uma mangueira. O cardápio fica por conta de Elenice Altman, responsável pela cozinha do Genésio, boteco do bairro, e traz especialidades como risoto de carne-seca com abóbora e polenta de colher. Para dançar, o DJ aposta em samba-rock.

Vejinha, 05.07.2007



 

Revista RSVP - Guia para o mês das crianças
outubro 2006

Mula sem cabeça, a turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o Saci e outros mitos e personagens de nossa cultura são habitantes desta casa de 500 m² na Vila Madalena, que se propõe a oferecer "uma festa como se fazia no quintal da vovõ". É o que diz Mariana Ramos, neta do escritor Graciliano Ramos e sócia de Ângela Soares no empreendimento. O aniversáriante traz seus amigos para subir em árvores, fazer tiroleza, se perder no labirinto sensorial, encarnar personagens no teatro com fantasias ou ainda pular na cama elástica.

Rua Fidalga, 360 Vila Madalena. Tel.: 3817 4488
www.casatupiniquim.com.br



 

Brincadeiras de quintal
Essa foi a idéia de Ângela Soares e Mariana Ramos, neta do escritor Graciliano Ramos – autor de Vidas Secas e São Bernardo, entre outros sucessos - quando criaram, há cinco anos, a Casa Tupiniquim Festas e Afins, na Vila Madalena. “Queríamos resgatar o que temos de mais bonito nas lendas e mitos brasileiros”, explica Ângela.
“Conheci a Casa Tupiniquim quando fui à festa do filho de uma amiga. Isso foi há cinco anos. Adorei a proposta!”, conta Nancy Flofi, mãe de Pedro, sete anos, e de Luiza, quatro. Apenas o primeiro ano dos filhos não foi comemorado neste buffet e, mesmo assim, Nancy diz que as festas são sempre diferentes.
A última comemoração foi a da filha, com tema de Carnaval e mesa supercolorida, decorada com motivos circenses. Pela primeira vez, Nancy contratou um serviço extra: o mágico Eduardo Perez. “Eu o vi numa festa e gostei!”, lembra. A festa também foi animada com brincadeiras coletivas. “Apesar de ser diferente do que estão acostumadas, as crianças não estranham porque brincam mesmo, e os pais também gostam porque ficam meio nostálgicos”, explica Nancy.
Além das brincadeiras de quintal, a Casa Tupiniquim faz uma oficina de construção de brinquedos a partir de sucata. De uma caixa de leite e restos de papel crepom surge um palhaço, cujo nariz pode ser a tampa de uma garrafa. “O mais legal de tudo é sair com amigos para brincar, e as brincadeiras de lá favorecem essa comunhão, esse brincar juntos! Como minha filha mudou de escola recentemente, foi foi bom porque brincou com os novos e com os antigos amigos”, revela Nancy.
A criatividade também vai para a cozinha da Casa Tupiniquim. “Escolho sempre sanduíche de carne-louca, cuscuz de camarão servido na folha de bananeira, caldinho de feijão, a brasileiríssima caipirinha e cerveja. Mas também peço coxinhas, esfihas e outros salgadinhos normais”, diz Nancy. “Este ano tive a boa surpresa com as compotinhas que serviram. Uma delícia!”, completa.
Quando Rafael, cinco anos, completou três anos, a mãe Priscila Machado Barreto já conhecia a Casa Tupiniquim, onde comemorou os seis anos de sua filha, Júlia. Ela procurou este espaço alternativo para sair do lugar-comum e resgatar a cultura brasileira. “Queria um buffet com a cara do Brasil”, conta Priscila. A mãe já conhecia o espetáculo realizado pelo Von Feffer, com bonecos de luva, e contratou os atores para contar a história Os Três Porquinhos. “Não é tão brasileiro, mas é universal e meu filho gosta da história”, explica. O tema da mesa foi Bichos da Mata, e a lembrancinha foi um quebra-cabeças de madeira em forma de bichinho para pintura, já com pincel e tinta. “Achei mais acolhedor dar uma lembrancinha de madeira”, conta.
Ligia Mello também procurou algo alternativo para comemorar o aniversário do filho Antônio, três anos. “Fiquei ansiosa até a hora da festa porque todo mundo espera um outro tipo de buffet. Mas foi ótimo! As crianças e os adultos gostaram muito”, conta. Ela diz que outro fator que levou em consideração na hora de contratar o serviço foi o som. “Não tem barulho de eletrônicos. A música tocada é do grupo Palavra Cantada - dos músicos Sandra Peres e Paulo Tatit -, que meu filho adora”, completa.

Revista Festas Infantis maio/2006 - Trimestral



 

Como nasceu numa família com grande tradição literária, a empresaria Mariana Ramos, de 39 anos, sempre valorizou a cultura brasileira. Ela é neta do escritor Graciliano Ramos – autor de Vidas Secas e São Bernardo, entre outros sucessos – e não deixou esquecido os ensinamentos do que aprendeu com o avô. Mariana é dona da casa de festas Tupiniquim, um dos poucos lugares da cidades onde ainda se mantêm as origens e um pouco da história do folclore brasileiro.
“Festinha infantil bem caseira”
Jornal da Tarde, 16/08/2003



 

A Casa Tupiniquim, em São Paulo, reuniu grandes nomes da literatura no lançamento do livro A Nave de Noé, feito por membros das famílias de Graciliano ramos e Jorge Amado. Os primos Ricardo (46), Rogério (45), Beatriz (43), Mariana (36) e Elizabeth Ramos (49), e Fernanda (41), Inaê (46), João Jorge (53), Paloma (49) e Janaína Amado (53) reuniram suas divertidas experiências de mensagens eletrônicas no livro. “Foi feito a distancia por primos sempre muito próximos”, disse Serginho Groisman (50), que fez o prefácio. “Ninguém é Jorge Amado ou Graciliano Ramos”, brincou Mariana Ramos, ao lado de Paloma Amado.
“Serginho Groisman em noite literária”
Apresentador com as primas Ramos e Amado
Caras, 22/12/2000



 

Revista Caras, 27/10/2000



 

Que tal uma festa sem Digimon, 101 Dálmatas nem Ursinho Puff? Na Casa Tupiniquim, misto de bufê e centro cultural na Vila Madalena, em São Paulo, personagens que não sejam 100% nacionais são barrados. Lá, tudo é planejado para que os pequenos se sintam brincando no quintal de suas casas – ou no da avó – no tempo em que não existia computador. Em vez de ruídos de videogame e musicas do É o Tchan, ali só se ouvem cantigas de roda. No cardápio, bolo de fubá, maria-mole e açaí. Enquanto, na sala, pequenos se lambuzam de tinta, lá fora os mais velhos escalam uma parede de 5 metros de altura. Da antiga garagem, saem meninas fantasiadas de bichos ou princesas. Os convidados mais serelepes fazem algazarra na casa da árvore, bem em cima do “fosso do jacaré”, um riacho de mentirinha habitado por animais de papel machê.
“Festa do interior”
Isto É 25/10/2000



 

A porta da Casa Tupiniquim Festas e Afins, na Vila Madalena, é um convite para a incursão num universo de mitos e lendas da cultura brasileira. Inaugurado na semana passada, o reduto promove atividades envolvendo temas folclóricos, voltadas para crianças de 4 a 11 anos.
“Dança e folclore atraem crianças e adultos”
O Estado de São Paulo 25/10/2000



 

Um centro cultural só para crianças, onde os personagens da Disney são substituídos por aqueles do folclore popular, como o Saci e o Curupira. Assim será a Casa Tupiniquim Festas e Afins, que vai ser inaugurada na próxima quarta-feira.
“O Saci expulsou o Mickey desta festa”
Jornal da Tarde, 13/10/2000




 

Mariana Ramos, neta e filha de escritores batutas (Graciliano e Ricardo), se associou a uma amiga, Ângela Soares, para montar uma casa de cultura sópara crianças, com oficinas de arte, dança e musica, tudo ensinado por professores do teatro Brincante, de Antônio Nóbrega; lá a garotada só vai ter coisa fina: a programação visual da escola é de Guto Lacaz e as comidinhas, assinadas por Ashraf Klink (irmã do velejador Amyr).
“Ciranda, pincel e bagunça”
Folha de São Paulo, 29/09/2000